Encontrados esqueletos milenares em Santa Catarina

Sexta, 13 de abril de 2007, 18h16

Um serralheiro descobriu no quintal de sua casa, em Laguna, sul de Santa Catarina, dois esqueletos milenares. Especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do curso de Arqueologia da Unisul começaram nesta terça-feira o trabalho de remoção das ossadas.

O serralheiro Rogério Motta, 35 anos, encontrou as ossadas na semana passada, ao cavar um buraco para retirar o que julgava ser apenas um osso. O material será encaminhado a um laboratório para a realização de exames. Especialistas estimam que os corpos tenham sido enterrados há cerca de 4 mil anos, mas somente um exame detalhado poderá confirmar a data.

Os pesquisadores estão intrigados com o fato de as ossadas terem sido encontradas em uma área urbana. Segundo eles, os sítios arqueológicos já catalogados na região ficam em locais isolados e próximos de lagoas.

Como a casa do serralheiro fica no alto de um morro, arqueólogos acreditam que isso pode indicar que os dois indivíduos tinham papel de destaque na comunidade em que viviam.

Redação Terra

Datação

Uma informação das mais preciosas que um artefato pode nos dar é em que época foi produzido ou utilizado, para que possamos recolocado em seu cenário original. Infelizmente é também uma das informações mais difíceis de se recuperar, principalmente quando o objeto em questão não provém de uma escavação arqueológica controlada, no qual tenta-se recuperar o máximo de informações no contexto em que foi encontrado, o que, diga-se de passagem é o mais comum.

A forma mais antiga de datação utilizada em Arqueologia é a datação relativa, onde se consegue determinar qual objeto é anterior ou posterior a outro, embora não se saiba exatamente quando isso aconteceu. Além deste há outros métodos de datação relativa que podem ser proveitosos para estabelecer a época de um sítio.

Na verdade, porém, queremos saber a data precisa da produção de algo, ou o ano exato em que uma pessoa viveu. Essa é a datação absoluta ou cronológica. Essa é mais difícil de se obter, mas não impossível.

Desenterramento

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O desenterramento consiste em remover da terra, sem maiores cuidados, estruturas e artefatos de valor arqueológico. Era a prática comum antes que fossem desenvolvidas as técnicas arqueológicas.

Embora totalmente superada, essa prática ainda é utilizada em muitas regiões, como Egito, Grécia, Turquia onde estruturas antigas são o grande atrativo turístico do local. Na maioria das vezes, as estruturas já foram analisadas arqueologicamente, mas o abandono e falta de manutenção fez como que novamente fossem cobertas por areia ou terra. Porém algumas vezes, os desenterramentos são feitos em lugares ainda não estudados, provocando a destruição de dados de forma irreparável.

Em muitos lugares, inclusive no Brasil, são os arqueólogos amadores ou caçadores de tesouro que a praticam. Desconhecendo os reais interesses e objetivos da arqueologia, na ânsia de recobrar um artefato ou obter lucros, rapidamente retiram a terra ao seu redor, expondo-o, perdendo-se muita coisa do que poderíamos saber sobre ele, quem o produziu, utilizou entre outras coisas.

Heinrich Schliemann (1822 - 1890)

A carreira de Schliemann começou antes que métodos científicos ligados a arqueologia tivessem se desenvolvido, e, dessa forma, as técnicas de campo por ele utilizadas deixavam muito a desejar. Mesmo arqueólogos de sua própria época condenaram as suas práticas destrutivas e falta de registro. Alguns até desconfiam que ele teria fabricado o Tesouro de Priamo, ou ao menos rearranjado os achados de modo que formasse um verdadeiro tesouro. Um de seus empregados, Yannakis testemunhou que ele havia encomendado a um ourives em estilo micênico e os plantou em uma tumba para chamar atenção para as suas escavações, mas estas especulações são rejeitadas pela maioria dos arqueólogos.

Nascido em 6 de janeiro de 1822, na pequena cidade alemã Neu-Bukow, Johann Ludwig Heinrich Julius Schliemann era filho de um pastor, Ernest Schlieman, e sua esposa, Luise Therese Sophie. Aos 9 anos sua mãe faleceu, o que foi um evento traumático. Então ele foi mandado para viver com seu tio. Embora mais tarde tenha dito que não recebeu nenhuma educação quando criança, aos 11 anos ele foi capaz de escrever um ensaio sobre Ulisses e Agamenão em Latim. Com essa idade ele entrou para o ginásio na cidade de Neustreliz, onde permaneceu por aproximadamente.

Seu pai encorajou o seu interesse em história e lhe deu um exemplar de Illustrated History of the World de Ludwig Jerrer no natal de 1829. Além do mais, durante o ginásio entrou em contato com as obras de Homero. Mais tarde foi estudar numa escola vocacional, mas teve de abandoná-la quando seu pai não pode mais pagá-la ao ser acusado de se apropriar do dinheiro da igreja em que trabalhava. De acordo com o seu diário, se encantou com a beleza do grego clássico quando ouviu um estudante bêbado recitar passagens da Odisséia de cor. Mas a veracidade destas informações pode ser questionada, já que em muitas outras ocasiões ele nem sempre tenha dito a verdade, como quando mentiu para a emigração nos EUA.

Schliemann não pode terminar os seus estudos, mas era uma coisa que ele queria muito. Mais tarde em sua carreia de arqueólogo, foi mantido a parte dos profissionais formados. Ele sempre teve a tendência de posar uma coisa que nunca foi. Algo que deve ter aprendido com o seu pai.

Aos 14 anos tornou-se ajudante em um armazém, onde trabalhou por 5 anos, lendo vorazmente o que pudesse durante o seu tempo livre. Depois disso, em 1841, aos 19 anos foi para Hamburgo onde conseguiu emprego como camareiro no navio Dorothea que ia para a Venezuela, mas o navio afundou ao largo da Holanda. Trabalhou, então, um tempo em Amsterdam e, em 1844, em São Petersburgo, como agente de uma firma de importação/exportação, representando uma série de companhias, parece ter se saído bem, sem no entanto se tornar rico. Foi então que finalmente aprendeu grego, bem como russo.

Ele tinha com certeza um dom para as línguas e ao final de sua vida conseguia conversar em inglês, francês, holandês, espanhol, português, sueco, italiano, grego, latim, russo, árabe e turco, tão bem como em alemão, sua língua nativa. Sua habilidade o ajudou muito nos negócios de importação.

Seu irmão Ludwig morreu em 1850 depois de fazer fortuna especulando com as minas de ouro da Califórnia. Schliemann muda-se então para Sacramento onde abre um banco e em apenas seis meses já há mais de um milhão em ouro em pó em seus cofres. Os mineradores precisavam de atravessador que negociasse o ouro e ele faz fortuna rapidamente. Mas embora tenha conseguido a cidadania americana, logo vende o seu prospero negócio e retorna a Rússia em 1852. Onde se casa com Ekaterina Lyschin, sobrinha de amigos ricos, numa tentativa de ser visto como um cavalheiro de classe. Foi um casamento atribulado desde o começo, pois Ekaterina negou-se a se entregar a ele enquanto ele não se tornasse mais rico. Ele apostou tudo o que tinha em anil e conseguiu bons lucros. Só então pode compartilhar da intimidade com sua esposa e eles tiveram um filho, Sergey. E em seguida mais dois. Durante a Guerra da Criméia (1854 -1856) lucrou negociando com salitre, enxofre e chumbo, matérias-primas para munição, tornando-se ainda mais rico.

Então ele decidiu retirar-se do mundo dos negócios em 1858, com apenas 36 anos. Outros afirmam que isso só aconteceu em 1863, aos 41 anos. De qualquer forma, muito antes do que a maioria das pessoas poderia sequer pensar nisso. Em suas memória ele afirma que havia decidido se dedicar à busca de Tróia, mas como outras afirmações suas, talvez isso não seja totalmente verdadeiro. O certo é que viaja muito, tentando de todas as formas ver o seu nome ligado a famosos ícones culturais e históricos.

Tróia parece ter sido o primeiro foco de sua atenção em termos de arqueologia clássica, em 1862. Naquela época, como até recentemente, a própria existência da cidade era questionada. Talvez sua atenção tenha sido chamada ao visitar as escavações do arqueólogo britânico Frank Calvert, a quem encontrou em 1868 em sua primeira viagem ao sítio de Hissarlik, Turquia. Ele acaba se tornando seu sócio e colaborador. Logo ele publica um artigo sobre afirmando que o sítio realmente era a Tróia de Homero e submete uma dissertação em grego antigo a Universidade de Rostock, obtendo assim a sua graduação, finalmente. Mas acaba por se divorciar de Ekaterina, que não estava interessada em tais aventuras e permanece na Rússia.

Ele se dedica ao trabalho com grande entusiasmo, sem falar em uma pequena fortuna que gasta prodigamente. Ele consegue não só levantar mais fundos para dar prosseguimento às escavações, como também publicar os registros dos achados, obtendo a lealdade dos arqueólogos que trabalhavam com ele. Tão logo seu divorcio é regulamentado ele procura uma nova esposa, de preferência com sólidos conhecimentos em cultura grega. Até coloca um anuncio em um jornal de Atenas, mas acaba se casando com a sobrinha de 17 anos do arcebispo de Atenas, Sophia Engastromenos, com a qual logo tem dois filhos.

Sophia Schliemann (née Engastromenos) wearing treasures recovered at Hisarlik.

Em 1871, ele está pronto para escavar a Tróia homérica, que acredita estar no estrato mais profundo do sítio de Hissarlik. Ele cava sem descanso até atingir fortificações que acredita ser o que procura. Calvert entra em conflito com ele por causa do método destrutivo de escavação que ele utiliza, deixando-o furioso com um artigo que publica, no qual afirma que o estrato referente a Guerra de Tróia foi destruído, inferindo que Schliemann o destruiu com seu método intempestivo. Talvez para confirmar o seu método, em 1873, subitamente, foi encontrado o assim chamado Tesouro de Priamo nas escavações. De acordo com o seu relato, ele viu o brilho do ouro na terra e dispensou os trabalhadores de tal forma que ele e Sophia o pudessem escavar pessoalmente e o esconder no xale dela. Mais tarde ela foi fotografada usando algumas das peças encontradas.

Toda a publicidade que se seguiu atraiu a atenção das autoridades turcas, que acabaram por revogar a sua licença para escavar e passaram a exigir parte dos achados. Schliemann com o auxílio de Calvert contrabandeou grande parte das peças para fora da Turquia, maculando a sua imagem internacionalmente e se tornando proscrito no país. Essas peças estão em litígio até hoje.

The so-called 'Mask of Agamemnon', discovered by Heinrich Schliemann in 1876 at Mycenae.

Em 1875, escava o Tesouro de Minyas em Orchomenos. No ano seguinte, descobre um grupo de tumbas em Micenas, cujos esqueletos eram adornados com muitas peças de ouro, como a famosa Máscara de Agamenão, que o eloqüente Schliemann atribui a ninguém menos que um dos mais importantes reis gregos de todos os tempos. Neste mesmo ano recebe permissão de retornar a escavação de tróia mas está ocupado procurando os locais descritos na Odisséia em Ítaca. Só retorna lá em 1878/9 e depois para uma terceira temporada em 1882/3. Em 1884 escava Tiryns. E, finalmente uma quarta temporada de escavações em Tróia em 1888/90, quando Wilhelm Dörpfeld lhe ensina os princípios da estatigrafia, mas agora praticamente todas as informações que a técnica poderia proporcionar sobre o sítio tinham sido destruídas.

Em 1 de agosto de 1890, Schliemann retornou a Atenas, relutantemente e em novembro viajou para Halle para operar seus ouvidos que permaneciam cronicamente infeccionados. Ele não quis permanecer muito tempo no hospital e viajou para Leipzig, Berlim e Paris. Ele teria retornado a Atenas se seus ouvidos não tivessem inflamado tanto, forçando-o a permanecer em Nápoles. Mesmo com as terríveis dores ainda conseguiu visitar Pompéia. No dia de natal de 1890 entrou em colapso, vindo a falecer no dia seguinte, em seu quarto de hotel em Nápoles. Seu corpo foi transladado para Atenas por amigos onde permanece enterrado em um mausoléu cercado de baixos relevos que o representam em suas escavações.

Indiana Jones (1899-????)

Encarado por muitos estudiosos reais como a antítese do arqueólogo sério, o personagem Indiana Jones tem sido execrado por muitos. Ele popularizou a imagem do arqueólogo como caçador de tesouros, o que não poderia estar mais longe da realidade atual, onde grande parte do trabalho é desenvolvido no silêncio dos laboratórios e das bibliotecas. Por outro lado, ele encarna muito bem o espírito que envolvia a arqueologia em seus primórdios, no séc. XIX, quando europeus e norte-americanos em sua sede imperialista buscavam espoliar os territórios coloniais de todas as suas riquezas, inclusive as arqueológicas. E cá entre nós, que arqueólogo ou pessoa, não gostaria de ter uma vida de aventuras e conhecer todas as personalidades que foram alinhavadas em sua biografia imaginária?

O professor, arqueólogo e aventureiro Indiana Jones foi imortalizado por Harrison Ford em três longas metragens, mas também foi encarnado por outros atores com River Phoenix (Indiana jovem em Indiana Jones e a Última Cruzada); Corey Carrier, Sean Patrick Flanery e George Hall (no seriado de tv As Crônicas do Jovem Indiana Jones). Além disso, ele tem aparecido em romances, histórias em quadrinhos, vídeo games e outros. O quarto longa metragem está em produção e será estrelado por Harrison novamente. Sem título definitivo ainda, Indiana Jones IV, tem como data prevista de lançamento 22 de maio de 2008. Pouco se sabe sobre a produção, além de que ela contará com a participação de Sean Connery (pai de Indiana); Karen Allen (Marrion Ravenwood), John Rhys-Davies (Shallah) e Cate Blanchet (?).

Indiana Jones

Harrison Ford no papel de Indiana Jones.

Henry Jones Junior, mais conhecido como Indiana Jones ou Indy, para os íntimos, nasceu em 1 de julho de 1899 em Princeton, Nova Jersey, EUA. Não se sabe ao certo quando ou porque adotou o nome de seu amado cachorro, um malamute do Alasca, Indiana, mas já na infância era tratado de “Indy” por seus amigos. Seu pai o chama sempre de Junior, para a sua consternação.

Filho de Henry Jones e sua esposa Anna Lauren Jones, aos 9 anos, em 1908, foi levado numa turnê ao redor do mundo por seus pais. O Dr. Henry Sênior era um destacado professor de literatura mundial escocês. Nessa ocasião encontrou várias personalidades da época como T. E. Lawrence (Lawrence da Arábia) e Howard Carter.

Em 1912, vivendo em Utah, é um escoteiro graduado. Neste ano sua mãe morre de febre escarlate e pouco depois ele recupera a Cruz de Coronado de ladrões. Nesta aventura aparecem alguns ícones associados a ele pela primeira vez, como o chicote, o chapéu e o proverbial medo de cobras.

Três anos mais tarde entra para a Universidade de Princeton, pressionado por seu pai. Viaja para o México, onde se vê envolvido pela Revolução Mexicana liderada por Pancho Villa. Nesta ocasião conhece Remy, um belga, que se tornará companheiro de aventuras por muito tempo.

Durante a Primeira Guerra Mundial, combate a Alemanha. Feito prisioneiro escapa com o auxilio de Charles de Gaulle e, mais tarde, em Paris, tem o seu primeiro “encontro amoroso” com Mata Hari. Boa parte do conflito ele e seu amigo Remy passam na África, trabalhando para a Inteligência Francesa, que o envia a diferentes lugares no intuito de derrotar os alemães.

Ao final do conflito, em 1919, descobre um mapa com a localização do Olho do Pavão, um grande diamante que teria pertencido a Alexandre, o grande. A aventura o leva até os mares da China onde ele encontra o antropólogo Bronislaw Malinowski.

Depois disso passa algum tempo em Chicago em estuda arqueologia e saxofone. Ao terminar os estudos, vai para Nova York onde conhece o jovem George Gershwin e depois participa do primeiro western dirigido por John Ford, na Califórnia, como dublê.

Depois de formado em arqueologia se inscreve no curso de pós-graduação em lingüística na Sorbonne, onde ele conhece e se apaixona pela arqueóloga Dorian Belecamus. Eles viajam para a Grécia e é então que ele se decide definitivamente pela arqueologia. Quando termina os estudos é contratado como professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de Londres. Ele se envolve com a filha da diretora do departamento, Deirdre Campbell, que morre em um desastre de avião no Brazil em 1926.

Indiana retorna aos EUA, à Universidade de Chicago para fazer pós-graduação em Arqueologia. Quando se torna Ph.D., passa a dividir o seu tempo entre o ensino e expedições arqueológicas, que o levam aos quatro cantos do mundo, sob o patrocínio de um amigo de seu pai e passa a ensinar em Marshall College, Connecticut.

Mais tarde, em 1935, Jones viaja para Xangai onde se envolve em aventuras para conseguir a urna contendo os resto do imperador Nurhachi. Eles acabam na Índia, onde Jones se vê as voltas com os seguidores do culto de Kali para recobrar as Pedras de Sankara, aventura encenada em Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Em 1936, ele é contratado pelo governo dos EUA para recuperar a Arca da Aliança, antes que os nazistas façam mau uso dela, aventura contada em Os caçadores da Arca Perdida. Ele permanece trabalhando para o governo por mais dois anos. Em 1037, deixa o Marshall College e passa a lecionar em Barnett College em Nova York. No ano seguinte, seu pai é raptado pelos nazistas. Com o auxílio da Dra. Elsa Schneider consegue resgatá-lo e ainda salvar o Santo Graal das mãos dos oficiais da SS, como vimos em Indiana Jones e a Última Cruzada. Já em 1939, Indiana continua combatendo os nazistas, desta vez tentando evitar que eles encontrem Atlântida, aventura que foi publicada em forma de HQ em 1992, sob o título de Indiana Jones e o Destino de Atlântida.

Pouco se sabe sobre suas atividades durante a Segunda Guerra Mundial. Mas em 1947 ele é recrutado pela recém-criada CIA para investigar no Casaquistão. Envolvido na Guerra Fria, investiga e sabota o plano soviético de reconstruir a Máquina Infernal Babilônica, que ficava originalmente na Torre de Babel bíblica. Aventura que acabou virando videogame: Indiana Jones e a Máquina Infernal.

Três anos mais tarde, aos 51 anos recuperou uma relíquia sagrada dos nativos norte-americanos de cair em mãos erradas no Wyoming, EUA. Foi visto pela última vez em 1993, aos 94 anos, morando em Nova York com sua filha e a família dela. Andando com a ajuda de uma bengala e usando tapa-olho ele não se faz de rogado e conta a quem quer que preste atenção as suas aventuras da mocidade.